terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Prefeitura de Penedo cancela festa do Bom Jesus dos Navegantes

A programação religiosa da festa de Bom Jesus será mantida.


Mais uma importante festa popular foi cancelada em Alagoas por causa da crise econômica. Nesta segunda-feira, 19, o prefeito do município de Penedo, Marcius Beltrão, informou que a programação artística do maior evento popular da região do Baixo São Francisco está cancelada.

A centenária festa de Bom Jesus dos Navegantes terá apenas sua programação religiosa.

Em nota enviada à imprensa, o prefeito informou que tomou a decisão ao adotar a “política de concentração de gastos e despesas para garantir o equilíbrio orçamentário”.

Embora reconheça que a festa é de grande relevância para o povo penedense e região, o prefeito cancelou as apresentações de artistas nacionais, “priorizando obras e ações previstas para o município”.

As celebrações religiosas e shows religiosos estão mantidos.
Ascom/Penedo
Prefeito divulgou cancelamento

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

PESCADORES ARTESANAIS PODEM SER BENEFICIADOS PELO PAA.

Pescador artesanal em atividade
O deputado Helder Salomão apresentou na Câmara Federal um projeto de lei que inclui no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), os pescadores artesanais, a fim de permitir que estes também sejam fornecedores preferenciais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A nova redação altera os artigos 14 e 20 da Lei nº 11.947/2009.

O deputado capixaba defende que os recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do PNAE, que exige um valor mínimo de 30% para a aquisição de gêneros alimentícios, priorizem, além dos produtores oriundos de assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas, os pescadores artesanais.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a inclusão e beneficiar os pescadores artesanais com a garantia de compra de sua produção através do Programa, e proporcionar uma alimentação saudável para os estudantes da rede pública de ensino. Além disso, o projeto proposto pelo deputado amplia a transparência das aquisições e maior participação dos pequenos produtores no monitoramento do programa. “O número de favorecidos pelo PAA ainda é muito pequeno e o valor máximo de aquisições por agricultor familiar por ano, precisa aumentar. No caso dos pescadores artesanais, equiparados aos agricultores, o caso é ainda mais grave, pois hoje são negligenciados como beneficiários desses programas”, esclareceu o parlamentar.


Foto: www.diarionline.com.br

Programa de Revitalização precisa ser um compromisso de todos

Lançado em agosto pela Presidência da República, o novo programa de revitalização da bacia hidrográfica do rio São Francisco, intitulado “Novo Chico”, deverá receber da União investimentos iniciais da ordem de R$ 6 bilhões, em ações prioritários de requalificação da qualidade e quantidade da água. Nesta entrevista, o atual ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, fala sobre os rumos do projeto, que terá pela frente o desafio de reabilitar este que é o maior rio genuinamente brasileiro.
“Devemos estar conscientes de que não se trata de um desafio a ser cumprido no curto prazo e de que só conseguiremos cumpri-lo com o esforço de toda a sociedade”.
Quais as principais diretrizes do Plano Novo Chico e como ele está estruturado?
O objetivo do Decreto nº 8.834, assinado pelo presidente Michel Temer, foi reorganizar o Programa de Revitalização do Rio São Francisco. Com o documento, o governo federal reconhece que as ações de revitalização exigem um esforço continuado e não serão resolvidas em um ou dois anos. A publicação prevê duas instâncias: o Comitê Gestor, estratégico, formado por ministros, governadores e pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF); e a Câmara Técnica, órgão assessor do Comitê Gestor presidido pelo Ministério da Integração Nacional. A Câmara Técnica já realizou três reuniões e um grande esforço de encontros bilaterais para detalhar as linhas de ação da primeira reunião do Comitê Gestor.
Qual o cronograma do projeto e como está previsto o seu passo a passo ao longo de dez anos, período estimado de implantação? Algumas ações físicas já estão programadas para esse início?
O Comitê Gestor fará reuniões anuais para avaliar as ações realizadas nos 12 meses anteriores e propor um planejamento para o próximo ano. Neste sentido, o detalhamento do Plano Novo Chico terá metas globais e um conjunto de atividades que deverá ser executado no primeiro ano, a fim de viabilizar o alcance dos objetivos decenais. Há ações imediatas, parte delas já anunciada em agosto, quando o Plano foi lançado. Vamos priorizar a continuidade dos empreendimentos de saneamento já iniciados ao longo da bacia.
Na primeira fase do programa será priorizada a conclusão das obras de abastecimento de água e de esgotamento sanitário que estão paradas ou em execução. Quando terá início essa primeira fase?
A primeira fase do Plano Novo Chico já foi iniciada. Empreendimentos que estavam em andamento seguem o seu ritmo normal. Quanto a informações sobre empreendimentos de saneamento já iniciados, ainda não podemos repassar, pois estão sendo avaliados pelos ministérios envolvidos, sob coordenação da Casa Civil. Tão logo haja definição, essas informações serão divulgadas.
A expectativa é de que os investimentos cheguem ao valor de R$ 7 bilhões, num período de dez anos. Quais são as ações complementares da primeira fase?
Os valores estão sendo estudados conjuntamente pela Casa Civil, o Ministério de Planejamento e demais ministérios envolvidos com o programa. Essas iniciativas são prioridade do governo federal e cada órgão deverá definir orçamento próprio. Nossa expectativa é que o valor dos recursos seja da ordem de R$ 6 bilhões, destinados a ações de saneamento, requalificação de áreas degradadas, proteção de nascentes e planejamento. Mas o valor final depende dos estudos que estão sendo coordenados pela Casa Civil da Presidência da República.
O Conselho Gestor da Revitalização já está em pauta, priorizando o detalhamento dessas ações. Qual o papel dele para a eficácia do projeto?
O Comitê Gestor é o órgão diretor do Programa de Revitalização. Tão logo a Câmara Técnica conclua a elaboração de uma proposta, o Comitê irá avaliar. No primeiro semestre de 2017, deverá se reunir novamente para apreciar como as propostas evoluíram e indicar mudanças de rumo – se forem necessárias – para que os objetivos de longo prazo se concretizem.
O projeto é um desejo antigo da população da bacia. A sociedade ribeirinha pode esperar que este programa, desta vez, de fato “saia do papel”?
As ações de revitalização no Rio São Francisco são realizadas desde 2007 pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional. Essas iniciativas são fundamentais para preservar, recuperar e assegurar a oferta de água da bacia, que será a fonte de abastecimento hídrico do Nordeste por meio do Projeto de Integração do Rio São Francisco. O Plano Novo Chico é um aperfeiçoamento das ações já realizadas e a implantação de novas atividades permanentes e integradas a outros órgãos federais. É necessário para a população ribeirinha, para a população das cidades ao longo do curso do rio principal, bem como para a população da bacia e de todo o País. Devemos estar conscientes de que não se trata de um desafio a ser cumprido no curto prazo e de que só conseguiremos cumpri-lo com o esforço de toda a sociedade. O governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, colocou o Plano como prioridade, mas os objetivos só serão alcançados com o compromisso e a participação dos governos estaduais e municipais, da sociedade e de cada indivíduo. Cada um de nós deve empreender esforços para que a revitalização aconteça.
*Esta matéria foi veiculada no Jornal Notícias do São Francisco nº 49. Para ler o jornal completo, acesse.
fonte: http://cbhsaofrancisco.org.br/programa-de-revitalizacao-precisa-ser-um-compromisso-de-todos/

IBAMA ESTABELECE NORMAS PARA PESCA NO RIO SÃO FRANCISCO


O Ibama definiu as normas para proteção dos peixes da bacia do rio São Francisco no período de 1º de novembro a 28 de fevereiro, quando os peixes sobem às cabeceiras para a desova, caracterizado como piracema. A pesca de qualquer espécie está proibida até 30 de abril nas lagoas marginais (áreas de preservação permanente), nas áreas até mil metros próximas de barragens, cachoeiras e corredeiras e até 500 metros das confluências dos rios.

O objetivo do órgão ambiental é garantir a proliferação das espécies de peixes da bacia do São Francisco. "Para isso, estão sendo tomadas providências para limitar o tamanho e a quantidade dos pescados retirados do rio, o uso de apetrechos pelos pescadores e o número de embarcações", afirmou o coordenador de Ordenamento Pesqueiro da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Floresta do Ibama, Clemerson José Pinheiro da Silva.

Para alertar os pescadores, técnicos do Ibama têm visitado as colônias e realizado trabalho de educação ambiental em torno da piracema, alertando para a importância de se respeitar a reprodução dos peixes. Um dos problemas hoje é que a pesca tem sido maior do que a quantidade de novos recrutas, como são chamados os novos peixes. "Temos observado uma diminuição dos estoques devido à pesca excessiva", afirmou Silva.

Como forma de incentivo aos pescadores, o Ministério do Trabalho oferece um seguro-defeso no valor de um salário mínimo durante o período de proibição da pesca. Tem direito ao salário os pescadores cadastrados na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em dia com o INSS. Para obter o benefício deve-se procurar a Delegacia Regional do Trabalho mais próxima. A portaria nº 50 foi publicada no Diário Oficial da União do dia 6 de novembro.

Fonte: DRBH/MMA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Penedo-Neópolis: Projeto de engenharia da ponte é entregue, viabilizando construção

Equipamento, que vai de Penedo (AL) a Neópolis (SE), tem 1,1 mil metros de extensão e representa antigo anseio da população local

Guilherme Kardel
Presidente Kênia Marcelino (Codevasf), ministro Helder Barbalho (Integração), governador Renan Filho e presidente do Senado, Renan Calheiros, comemoram realização de um sonho comum de AL e SE.
Presidente Kênia Marcelino (Codevasf), ministro Helder Barbalho (Integração), governador Renan Filho e presidente do Senado, Renan Calheiros, comemoram realização de um sonho comum de AL e SE.
Mais um passo está sendo dado na direção de tornar concreta uma ponte conectando os estados de Alagoas e Sergipe por meio dos municípios de Penedo e Neópolis. O governador Renan Filho recebeu, nesta quinta-feira (17), das mãos do ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, e da presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, o projeto executivo da obra – instrumento imprescindível à fase de licitação pública para construção da ponte, antigo anseio da região.
O projeto executivo de engenharia rodoviária foi realizado pela Codevasf com investimento de R$ 2,3 milhões oriundo do Orçamento Geral da União por meio de emendas parlamentares destinadas à Codevasf pelo então deputado federal Renan Filho.
“Hoje, com muita alegria, recebi ao lado do senador Renan, o projeto executivo para construção da Ponte de Penedo a Neópolis. Essa obra é fundamental para integração regional, para o desenvolvimento do turismo e escoamento da produção, portanto para geração de empregos e renda pra região. Grande vitória! Agora vamos licitar e incluí-la no PAC para iniciar a obra já no próximo ano. Penedo vai deixar de ser fim de linha para ser rota do desenvolvimento”, resumiu o governador alagoano.
O documento detalha os serviços de engenharia necessários à implantação, melhoramentos, pavimentação e obra de arte especial, inclusive estudos e projetos ambientais, nas rodovias estaduais AL-225 e SE-335, no trecho que compreende os municípios de Penedo (AL) e Neópolis (SE).
“Este é um grande momento para a Codevasf e para a população dos estados de Alagoas e Sergipe. A construção dessa ponte traz a perspectiva de dias melhores para a população ribeirinha, facilitando o fluxo de pessoas entre os estados”, destaca a presidente da Codevasf.
Depois de construída, a ponte terá extensão aproximada de 1.072 metros e largura de 21,10 metros. Os acessos, que farão parte do projeto, estão calculados em 12 metros. O projeto incluirá ainda passeio e ciclovia, cada qual com largura estimada de dois metros. O custo total da obra está estimado em aproximadamente R$ 320 milhões.
“O empreendimento também deve melhorar o escoamento da produção agropecuária dos perímetros irrigados da Codevasf, tanto em Penedo, quando em Neópolis, especialmente para o transporte da safra de arroz, que é recordista nessa região”, ressalta Kênia Marcelino. A estimativa é de que mais de 80 mil pessoas sejam beneficiadas com a construção da ponte.
Benefícios da obra
A construção da ponte trará estímulo à economia local em razão da melhoria no escoamento de produtos e do aumento do fluxo de turistas, tendo como consequência a diversificação de serviços ligados ao turismo, como o artesanato, comércio local, gastronomia e hotelaria. Do ponto de vista ambiental, a implantação da ponte está em sintonia com os programas que visam à melhoria da qualidade ambiental do rio São Francisco.
SecomProjeto da ponte Penedo-Neópolis
Projeto da ponte Penedo-Neópolis
“A expectativa da Codevasf é de que a construção da ponte traga um grande impulso para o desenvolvimento da região do ponto de vista econômico e de mobilidade”, avalia o fiscal do contrato de execução do projeto, Rodrigo Benevelli.
Neste momento, são aguardadas as análises do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável pelo licenciamento ambiental, para subsequente contratação e elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
Fonte: Agência Alagoas

Projeto uniformiza conceito de pescador artesanal em leis para garantir benefícios previdenciários


Pedro França/Agência Senado
Deputados  A - C - Alfredo Nascimento
Alfredo Nascimento: hoje, leis diferentes trazem definições diferentes de pescador artesanal.
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2353/15, do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), que uniformiza o conceito de pescador artesanal na lei que trata dos planos de benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/91) e na chamada Lei da Pesca (Lei 11.959/09), para fins de seu enquadramento como beneficiário especial da Previdência Social.
Pela proposta, passará a valer, no caso dos benefícios previdenciários, o conceito previsto na Lei da Pesca. Segundo esta lei, a pescaria artesanal é praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios de produção próprios ou mediante contrato de parceria, desembarcado, podendo utilizar embarcações de pequeno porte. A mesma lei conceitua embarcações de pequeno porte como sendo aquela que possui arqueação bruta igual ou menor que 20.
Hoje, a Lei 8.213/91 define pescador artesanal como aquele “que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida”. A regulamentação desta lei estabelece que a pequena embarcação utilizada por pescador artesanal deve ter arqueação bruta igual ou inferior a 10.
O autor da proposta argumenta que, assim, cria-se disparidade de tratamento jurídico para pescadores que são considerados artesanais por uma lei e não por outra. “Este projeto vem contemplar um pedido antigo dos pescadores da minha região, que pedem a uniformização dos conceitos de pescador artesanal, no intuito de garantir a todos os pescadores artesanais o direito aos benefícios previdenciários”, explica Nascimento.
Tramitação
De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Rachel Librelon

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

ENTENDA AS REGRAS PROPOSTAS PELO GOVERNO TEMER PARA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O Governo Federal anunciou, ontem, as regras propostas para a reforma da Previdência, que preveem idade mínima para acessar o benefício de 65 anos para homens e mulheres. Mas essa faixa etária mínima irá variar, pois a Reforma estabelece um mecanismo de atualização automática dessas idades que terá como referência o aumento da expectativa de sobrevida da população brasileira, conforme tabela para ambos os sexos apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
 
As regras da Reforma têm que ser aprovadas pelo Congresso Nacional e valerão para homens com idade inferior a 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, nunca sendo inferiores ao salário mínimo. Contribuintes acima dessa idade passarão por regra de transição. O chamado pedágio será o tempo de contribuição a mais que o contribuinte terá que trabalhar para obedecer às normas. Este tempo será de 50% a mais do que faltava para completar a aposentadoria. Se falta um ano, o contribuinte contribuirá por mais seis meses.
Alice Aragão, especialista em direito previdenciário, diz que há necessidade de Reforma, mas, que, em 16 anos de experiência na área, não esperava uma proposta tão dura. Ela critica o fato da Reforma não olhar para as disparidades regionais. Isso porque a expectativa de vida dos brasileiros é de 72,7 anos e a dos estados do Nordeste vai de 67,6 anos, chegando a no máximo 70,4 anos.
 
“Está tendo um exagero por parte do Governo no sentido de um lado só ser afetado, que são as pessoas de baixa renda. Porque que o Governo não centraliza as reformas na questão da fiscalização? Por que o Governo não incentiva a contribuir para a Previdência? Tem muita gente que deveria pagar e não paga”, questiona.
 
O economista Érico Veras diz que a Reforma é necessária, mas também questiona as regras propostas. “A pessoa consegue ficar no mercado de trabalho até os 65 anos? Isso tem que ser levantado. A sociedade precisa se adaptar a isso. A questão é que a gente envelheceu, mas não enriqueceu”, avalia.
 
Para ele, a grande questão é para quem está no meio do caminho, que já estava contribuindo e vai ter que esperar muito mais tempo para se aposentar de forma integral. “Fora que o Governo propõe desvinculação do salário mínimo (das pensões por morte). Isso é um crime”, afirma.
 
Já o economista Marcelo Melo, avalia que a idade mínima de 65 anos é a que vários outros países já utilizam. “E também tem o aspecto que eles equiparam homem e mulher. Eles podiam não ter feito isso, porque a mulher tem expectativa de vida maior que a do homem”, diz.

Na visão de Melo a reforma esconde a questão do fator previdenciário, um redutor de renda em função da idade. “Eles vão forçar o contribuinte a passar mais tempo contribuindo. A finalidade é que o contribuinte se aposente cada vez mais velho”, acrescenta.
O POVO